Flexitarianismo: saiba o que é!

O vegetarianismo por muitos anos foi considerado apenas um movimento restrito e voltado para um nicho específico de pessoas. E se antes quem optava por esse tipo de alimentação era julgado, hoje essa parcela da população representa aproximadamente 15% dos brasileiros. E aqueles que pretendem diminuir o consumo de carne já chegam em 75%.

            Motivados pela causa animal, pela sustentabilidade ou pela saúde, é crescente o número de pessoas que buscam diminuir o consumo de proteína vegetal na dieta. A grande dificuldade é na exclusão total desses produtos, que pode ser difícil para alguns.

Nesse contexto, surge o movimento Flexitariano, que repensa os hábitos alimentares, consumindo apenas ocasionalmente os produtos de origem animal e que se baseia em alguns princípios, sendo os principais:

  • Sustentabilidade e bem-estar animal
  • Priorizar os alimentos em sua forma in natura (e evitar os industrializados com aditivos)
  • Aumentar o consumo de FLVs (frutas, legumes e verduras)
  • Diminuir o consumo de doces no geral.  

           

Como mostraram as pesquisas Brasil Food Trends 2020 e Euromonitor 2021, as tendências alimentares voltadas para a saúde ganharam espaço e permanência dos consumidores. Não à toa o mercado respondeu ao aumento de pessoas que buscam comer melhor, com qualidade e visando a saúde. As pequenas indústrias passaram a lançar os seus produtos clean-label e as grandes marcas que quiseram se manter competitivas criaram linhas ou produtos específicos sem adição de açúcares, conservantes e outros componentes.

            As expectativas indicam que o mercado global das “carnes veganas” estará orçado em, aproximadamente, 6.5 bilhões de dólares em até 5 anos. Em 2020, só nos Estados Unidos, a venda de produtos à base de vegetais (como queijos, bebidas, “carnes” e ovos) foi maior do que 3,7 bilhões de dólares.

            Ainda falando no financeiro, recentemente a The Spoon divulgou que uma marca do mercado da saudabilidade, pioneira por utilizar a tecnologia para fazer produtos veganos que imitem as suas versões originais recebeu investimentos de nada mais, nada menos do que de um dos fundadores do Twitter, Airbnb e Jeff Bezos, somando mais de 235 milhões de dólares.

            E se você ainda tem dúvidas se o “negócio vegetal” está propício, nada melhor do que o próprio Google para te responder, que mostrou que só no ano passado as buscas em seu descritor sobre o tema aumentaram quase 50%.

Por fim, para uma gama de produtos que espera um crescimento de 12% por ano até 2027 nada mais justo do que a atual expansão destes nas prateleiras e a busca por produzir alimentos que se enquadrem não somente como saudáveis ou vegetarianos, mas também indulgentes.

Por fim, o cenário nunca esteve tão propício para o consumo e para investir em marcas de produtos mais saudáveis e de origem vegetal. E se antes todos esses produtos eram inacessíveis para a maior parte dos consumidores, hoje é possível encontrar  mais marcas competindo pela adesão das pessoas. E se você quer se aprofundar no tema, a SaudaBe te ajuda a analisar de forma estratégica para este mercado.

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